Arte entre nós - Painéis de Azulejos.


(O nosso quotidiano) Painel Exterior
 
Figuras reúnem-se, misturam-se, apresentam o fervor das jornadas
Sentidos inebriados aguçam a Imaginação e esta logo se permite levar
Ao sabor do vento com todo o objecto leve nas acções contornadas
Até o quotidiano da cidade que se mistura com a praia se desvelar.
 
António Sampaio ousou observar o mundo que o rodeava e usou várias formas de expressão para revelar o que lhe tocava. O painel de azulejos que reveste parte da fachada frontal do PraiaGolfe conduz-nos pelo meio do turbilhão que facilmente se gera em ambiente de praia, anuncia o que nos reservam os dias e permite-nos viajar sem as amarras figurativas tradicionais, possibilitando a criação de memórias próprias.

 

Painel do Auditório.
 
A mensagem cuidada no sentido e referência procura um par
Na origem está o orador com o que nele pulula em jeitos contidos
O que ecoa no auditor viaja sob a forma de onda e faz-se singular
Perde-se a razão para logo se encontrar na reunião dos sentidos.
 
Perante a sala primeiramente pensada como um auditório, Laureano Ribatua presenteou-nos com o magnífico painel que perante nós se abre como uma onda de som, enquadrando visualmente o uso do espaço. As cores mais ténues ganham força assim que chegam à região central do espectro, precisamente onde se coloca a voz humana, para depois voltarem a desvanecer.
Hoje sala Pinto de Magalhães, espaço multifunções, ainda é o local que acolhe o bom uso da palavra, seja aquando de uma refeição, reunião ou outra ocasião.

 

Painel da Sala de Jantar.
 
O espaço que se enche de luz e cores que daquela derivam
De odores que vão para lá do que apela o som que chega de perto
Gestos leves para o melhor manuseio dos preciosos instrumentos
Coloca disponível o local e o mundo ao sentido por fim aberto.
 
A sala é de jantar e do lado de lá das amplas janelas abre-se o mar e as infinitas possibilidades que se projectam na linha do horizonte, onde ao deitar-se, o grande astro anuncia um novo amanhã. O painel de Laureano Ribatua atrai os sentidos para o centro, onde as formas lembram o utensílio em que se apresenta o alimento cuidadosamente tratado. A paleta de cores transporta-nos para a hora em que o sol se deita, um colorido distinto das laterais que completam o ciclo dos dias, a luz que se transforma voltará.
Como em 1971, hoje continua a ser possível alegrar todos os sentidos nesta nossa sala, atreva-se.




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